quinta-feira, setembro 03, 2015

Navegar é preciso

Foi sobre as águas que passamos mais de 25% do tempo de nossa última viagem. (Sim, eu calculei a porcentagem virginianamente!)
Grande parte dessa marca foi atingida no cruzeiro pela costa da Croácia, mas também houve a travessia do Adriático – de Dubrovnik a Bari – durante toda uma noite e pequenos passeios de barco nos lagos croatas e no Lago de Bled, na Eslovênia.

Em sentido horário:
Embarcando em Plitvice Park
Barco Vanja, no Lago de Bled
Embarcando no Prestige para navegar na Dalmácia
O barco Dubrovnik da Jadrolinja.

Pra completar, desbravamos rios e canais de Berlim e de Paris. Verdade, usamos boas horas da nossa passagens por essas duas capitaizonas pra navegar! E gostamos, viu? Olha só:

1. Berlim – Bridge Tours

Antes de sair do Brasil, fizemos nossa lição de casa bem feita. Lemos tudo o que pudemos sobre os lugares que faziam parte do nosso roteiro. E foi assim que vimos esse post da Isabel no Simplesmente Berlim e decidimos que queríamos fazer um dos passeios de barco que ela contava lá.
Optamos pelo longo tour pelas pontes da cidade, da Reederei-Riedel: três horas e meia navegando pelo Landwehrkanal e pelo Rio Spree.
Escolhemos um horário no final do dia – 19h, era verão – e fomos diretamente ao porto da Cornelius Brücke, ali pertinho do nosso hotel, o Bikini. Compramos os tickets na hora (maiores de sessenta têm desconto! \o/), embarcamos e pronto: as 64 pontes do trajeto começaram a passar sobre as nossas cabeças, ou será que nossas cabeças é que começaram a passar debaixo delas?


Mas nem só de pontes se fez a nossa jornada. Avistamos palácios, parques, museus, monumentos, construções antigas e modernas, gente – muita gente – curtindo as margens do rio em bares e praias fluviais,  o famoso muro, pôr do sol e, claro, muitas e muitas pontes. Uma festa, acompanhada de uma cervejinha, lógico!
Já era noite quando o barco atracou novamente no porto da Cornelius Brücke.
Voltamos a pé pro hotel e ainda a tempo para um jantarzinho no L'Osteria em frente de casa. (Saudades de Berlim e do Bikini.)

Fotos do circuito, aqui.

2. Paris – Navegação no Canal de Saint Martin

Em Paris, foi o Maurício Christovão o responsável pela nossa programação aquática. Foi nesse post escrito por ele e publicado no Conexão Paris que soubemos dos detalhes do passeio de barco pelo Canal de Saint Martin, o Croisière du Vieux Paris. Foi paixão à primeira lida... Saímos do Brasil decididas a embarcar no “Michel Carné” ou no “Arletty”.
Paris foi nossa última parada nessa viagem, já era julho, verão, alta temporada. Melhor garantir o embarque antes: compramos os tickets on line, no site da Canauxrama. (Mais uma vez, abusei do direito de ser velhinha e tive meu desconto na compra do bilhete!)
Embarcamos no Port de l'Arsenal, do ladinho da Place de la Bastille, que por sorte era bem perto do nosso hotel, o Auberge Flora
Escolhemos a saída da manhã – 9h45. Chegamos cedo e notamos que muita gente comprava o bilhete na hora, mas... "seguro morreu de velho", nós já tínhamos os nossos e logo tomamos nossos lugares no “Michel Carné”.
O passeio leva cerca de duas horas e meia e já começa com emoção: um trecho de 1.854 metros feito por baixo do Boulevard Richard Lenoir, iluminado apenas por algumas frestas no alto. Depois,  já ao ar livre, quatro eclusas, uma ponte giratória, uma ponte levadiça e o colorido Parc de la Villette.
Durante todo esse percurso, pontes, pessoas, carros, prédios, jardins, música, outros barcos e, claro, uma cervejinha pra animar.


O agradável passeio termina no Bassin de la Villette. De lá, pegamos um busão e partimos para nossa próxima aventura parisiense: era dia de ver Bonnard no Musée d'Orsay (mas isso a Ana já contou aqui.)

Mais fotos desse giro aquático parisiense, aqui.

quinta-feira, agosto 20, 2015

Panelaço em Belém do Pará

Sobre nossa viagem a Belém no último final de semana, Chico César fez o seguinte comentário: "Onde vou elas vão. Só que chegam antes pra limpar os caminhos. Beijo, meninas."
Sim, nós fomos até lá pra vê-lo cantar, mas o que Chico não sabe é que nossa chegada antecipada tinha um outro propósito: participar de um grande panelaço!
E, olha, foi uma festa de panelas...
Começamos despretensiosamente. Depois de dois voos com a TAM, comendo aqueles deliciosos lanchinhos de pão-gelado-e-uma-fatia-de-recheio, estávamos querendo comer algo que nos permitisse esperar o momento do primeiro bater de panelas que só aconteceria à noite.
Tomamos o caminho da Praça Batista Campos, aliás, quem não conhece essa praça tem de conhecer. Tem lago, riachinho, pontes, garças, jardins, coretos. É encantadora!
Mas, como eu ia dizendo, no trajeto hotel/praça, famintas, acertamos em cheio entrando na Brigaderie. Pensávamos encontrar um café e substituto local para o pão de queijo, mas demos com um simpático cardápio de tapiocas com recheios locais e outras coisinhas mais.

Tapioca de queijo do Marajó
Foto: Ana Oliveira

Começo da noite, lá fomos nós para o armazém 2 da Estação das Docas. Era lá, mais precisamente no Lá em Casa, que aconteceria o primeiro panelaço da viagem. E foi um sucesso! Das panelas de Anna Maria Martins, saíram delícias que fizeram a nossa festa naquela primeira noite paraense. Ana aprovou o brochete de filhote que comeu, eu amei o escondidinho de camarão com jambu e cobiçamos o silveirinha - um mexidinho de farinha, ovo e camarão -  que nossa amiga Rosângela pediu.
Reclamam do serviço da casa, mas tivemos sorte: fomos atendidas pelo Seu Vicente que é veterano no restaurante e foi até buscar café espresso no vizinho pra nos agradar.
A sobremesa estava ali do lado, na Cairu. Sorvete dos melhores. Já conto que, além desse quiosque da Cairu na Estação das Docas, conhecemos mais três outras lojas da marca e aprovamos todas! Eu já conhecia o sorvete deles e já amava o de tapioca, mas dessa vez caí de amores pelo carimbó: tapioca e doce de cupuaçu. Hum!
No dia seguinte, fomos conferir o que sai das panelas dos Castanho: almoçamos no Remanso do Bosque e jantamos no Remanso do Peixe.
No primeiro, fomos recebidas pelo chef Felipe Castanho, comemos bem, num ambiente meio impessoal. O destaque foi a sobremesa de bacuri com sagu de hibisco. Na saída, não resistimos à lojinha de delícias e saímos de lá com uma lata de raspas de brownie (já provamos, é uma delícia!) e uma garrafinha de cachaça de jambu.

Bacuri com sagu de hibisco, do Remanso do Bosque
Foto: Ana Oliveira

No Remanso do Peixe, onde fomos recebidas pelo chef Thiago Castanho, nos sentimos mais à vontade. O ambiente é mais aconchegante, os preços são mais amigáveis (gastamos menos de 80 reais por cabeça) e a comida é muito boa. Começamos com bolinhos de bacalhau com abóbora, seguimos com uma moqueca de peixe muito boa e um pirão inesquecível. 

Com Rosângela, no Remanso do Peixe

Pra manhã seguinte, nossas anfitriãs paraenses tinham novas panelas pra nos apresentar. Dessa vez, cruzamos o Rio Guamá rumo à Ilha do Combu. Pegamos um barquinho na Praça Princesa Isabel e descemos direto no pier do Saldosa Maloca. É Saldosa, mesmo. Assim, com L. Veja a placa do empreendimento:


Experimentamos uns bolinhos de peixe deliciosos: o brasileirinho. Comemos filhote com purê de batatas e arroz de jambu e achamos bem bom. Nossas amigas tiveram menos sorte, pediram um peixe à moda indígena e o tucupi que compunha o prato estava muito ácido. Acontece...

Nosso prato no Saldosa Maloca
Foto: Ana Oliveira

Para a sobremesa, boa pedida do lugar é o brigadeiro, feito com chocolate local. Não perca!
Se você for ao Saldosa Maloca num sábado, chegue cedo. Se possível, tente até reservar mesa. A casa lota e o serviço não é dos melhores. 
À noitinha, antes de ir ao encontro da música de Chico César, fizemos uma parada estratégica no Portinha, pra conhecer as delícias que saem das panelas do Junior. Provamos de todos os salgados que havia nas estufas e só achamos sem graça as empadas de camarão.
No domingo, Rosângela nos convidou para um passeio em Mosqueiro. Era dia de manifestação antigovernista no país inteiro. Escapamos dos manifestantes em Belém, mas fomos interceptadas pelos triatletas em Mosqueiro. A competição nos impediu de conhecer melhor a orla da Baía de Marajó. Acabamos indo direto para a Praia do Paraíso e nos acomodamos no restaurante do Hotel Fazenda Paraíso - um enorme galpão com vista para o rio - e seguimos com nosso panelaço. Dessa vez a pedida foi pescada amarela. O peixe estava bom, sem ser excepcional. Acompanhamos o almoço com água de coco terceirizada, isto é, vendida e trazida à mesa por esse senhorzinho militante:

Foto: Ana Oliveira

Depois do almoço, molhamos os pés na água do rio, caminhamos até o final da praia pra ver o lugar onde Rosângela morou - sim, ela já morou numa casa isolada e sem luz elétrica no final da Praia do Paraíso! - e voltamos pra Belém.
À noite, mais um bate-panela. Dessa vez, também por sugestão da Rosângela, fomos ao Xícara da Silva. O lugar é lindinho e lotado, mas chegamos cedo e não tivemos problemas para encontrar uma mesinha entre as fadas. Comemos pizzas com massa bem fininha e achamos bem gostosas. 

No Xícara da Silva
Foto: Rosângela Darwich

Encerrando o panelaço paraense, almoçamos, no nosso último dia, no San Paolo, bem ali na rua do hotel Radisson - onde ficamos e não recomendamos... O San Paolo foi também indicação da Rosângela. É um restaurante por quilo com comida e decoração caprichadíssimas, que vale a visita. Se você for lá, não deixe de pedir um espresso no final. Depois me diga o que achou.  

Cafezinho do San Paolo
Foto: Ana Oliveira

Foi bom pra nós! Mas nossas balanças não gostaram muito. Acho que elas preferiam que tivéssemos feito o que disse o Chico: limpar os caminhos...

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Pra saber o que dizem as experts sobre alguns desses lugares:

Lá em casa, por Constance Escobar
Remanso do Peixe, por Constance Escobar
Remanso do Bosque, por Constance Escobar
Saldosa Maloca, por Constance Escobar
Portinha, por Silvia Oliveira

segunda-feira, agosto 03, 2015

Viagens do olhar

Quando começamos a pensar na nossa viagem de junho passado, Carmem e eu não tínhamos muitos planos para visitar museus. Talvez porque o destino principal fosse a Croácia, nosso pensamento estava mais em passeios outdoor do que indoor.

Só que então decidimos "dar uma passadinha" em Paris na volta, e então as coisas começaram a mudar um pouco de figura.

De cara, nos lembramos que seria a oportunidade ideal para finalmente conhecer Giverny e os jardins de Monet, que há tempos desejávamos visitar. Compramos o ingresso pela internet, incluindo a visita ao Museé des Impressionismes, em que havia uma excelente exposição sobre as relações de Degas com o Impressionismo.

Os jardins e a casa de Monet são lindos, mas com os quadros de Degas a visita valeu muito mais a pena!

Descobrimos também que uma grande exposição das pinturas de Velázquez estaria no Grand Palais e lá fomos nós comprar mais ingressos pela internet, já que ambas gostamos desse pintor. Eu, particularmente, tenho verdadeira devoção pelo quadro Las meninas, que usei muito em minhas aulas. Minha pintura preferida não estava, mas estava um quadro que eu não conhecia, de Martínez del Mazo, que foi casado com a filha de Veláquez, que retrata a família do pintor, incluindo uma espécie de making-of de "Las meninas" no fundo da cena. Olha que bacana:


Além disso, uma conversa com a querida Marcie nos informou que havia uma exposição do impressionista Pierre Bonnard no Musée D'Orsay: "Painting Arcadia". Não poderíamos perder a oportunidade! Foi uma delícia rever alguns quadros preferidos no D'Orsay e além disso ter a oportunidade de ver tantos quadros maravilhosos de Bonnard ali reunidos.

E pronto, nossos 3 dias em Paris já incluíram 3 compromissos com as artes!

Para completar, ao ver que estávamos nas vizinhanças da Maison Européenne de la Photographie, a querida Gabi Romeiro (ex-aluna e sempre amiga) indicou que déssemos uma passada por lá. Bingo! Fomos e adoramos! Olha a lista de exposições - grátis, naquele dia - que vimos:

1. "La vie en couleurs", fotos de Lartigue
2. "Alice Springs", fotos de June Newton
3. "Arpoador", fotos de Marcos Bonissson
4. "Êtres interdimensionnels", fotos imensas de Philippe Cometti & Dominique Quessada
5. "Le chat et ses photographes", com obras de diversos fotógrafos que retrataram gatos.

Foi muito legal e eu recomendo a visita a todos que se interessam por fotografia.

Ah, e pra não dizer que nossas incursões pelos museus aconteceram só em Paris, em Roma encontramos por acaso uma belíssima exposição de pinturas de Chagall, "Love and life", no Chiostro del Bramante, um espaço muito bonito e que não conhecíamos. No caso dessa mostra, havia alguns recursos digitais interessantes, como esboços originais dos quais, através de jogos de luz, se viam sair os quadros que eles originaram. Foi uma experiência muito interessante assistir ao "parto" dos quadros a partir dos esboços.


No final tinha até uma sala pra tirar uma foto da gente "dentro" de um dos quadros. Olha a gente ali!

domingo, julho 26, 2015

Viagem musical

Parece que a música estava à solta durante o tempo em que passamos percorrendo igrejas, parques, becos e praças pela Europa afora.

1. Alemanha

Mal chegamos a Dresden e já topamos com a programação de dois concertos de órgão nas igrejas da cidade: um na Frauenkirche e outro na Kreuzkirche.
O primeiro, da Frauen, foi lindo e longo. A programação incluía preces, benção e -- momento mágico -- os sinos da torre da igreja tocando pela paz. Bom começo, hein? Fala sério!
Taí um teaser do que foi esse nosso primeiro concerto em terras alemãs:

Um vídeo publicado por Ana Oliveira (@anamdo) em

Frauenkirche nos deu o primeiro concerto, mas não os primeiros sons musicais de Dresden. Pela manhã, passeando pela cidade, fomos atraídas por uma música à Haus an der Kreuzkirche, tipo um centro paroquial da Kreuz. Entramos e ainda pegamos as notas finais do que havia sido uma apresentação musical a propósito de sabe-se lá o quê...

Foto: Ana Oliveira

E às três da tarde, voltamos à Kreuzkirche para mais 15 minutos de música.


 
Video: Ana Oliveira
A Kunsthofpassage, em Dresden, como o próprio nome diz, é uma passagem, assim... um beco. Mas, que beco amigos!  Composto de vários pátios, escondidos de quem passa pela rua, cada qual com seus prédios antigos redesenhados por um grupo de artistas. É lá, no Pátio dos Elementos, que está o "prédio musical". Com a fachada azul toda decorada com um emaranhado de calhas, transforma o escoamento da água da chuva em música! Ah, mas precisa estar chovendo pra funcionar, né? Sim, precisa... mas, acreditem, choveu enquanto estávamos lá. Ô sorte!
Video: Ana Oliveira
Já em Berlim, a música voltou a nos envolver no Britzer Garten. Ali acontecia o Shinnyo lanterns on the water, evento incrível do qual participamos (e que a Ana contou aqui), que incluía na cerimônia diferentes apresentações musicais: tambores, instrumentos inusitados, cantoras.
Video: Ana Oliveira
Pra ver a fenomenal apresentação de tambores que aconteceu por lá, acesse esse link aqui e avance até 08:06 minutos. Vale a pena!

2. Croácia

Zagreb, a capital da Croácia, nos recebeu com música e dança pelas ruas do centro antigo. Em cada praça, rua ou beco havia um grupo vestido a caráter, cantando, tocando, dançando: uma festa.

Um vídeo publicado por Ana Oliveira (@anamdo) em

Seria para nos receber? Claro que sim! A cidade aproveita os domingos de verão para mostrar as suas tradições aos visitantes. Mais um lance de sorte pra nós!
Mais um som da natureza convertido em música nos veio através do Sea Organs, em Zadar. O arquiteto croata Nikola Bašić criou uma espetacular instalação que usa a força das águas do Adriático para produzir sons musicais. É só parar e ouvir!

Um vídeo publicado por Ana Oliveira (@anamdo) em

Uma tradição musical da Dalmácia é a música kapla, canto a cappella que teve origem nos cantos litúrgicos da igreja católica e segue existindo até hoje. Há festivais, novas composições, CDs gravados.
Um grupo de música kapla é formado basicamente de um primeiro tenor, um segundo tenor, um barítono e um baixo.
E -- das vantagens de viajar na alta temporada -- lá estavam dois grupos de kaplas no nosso caminho. Mais música na nossa viagem!
Kapla em Split

Video: Ana Oliveira

Kapla em Trogir

Um vídeo publicado por Ana Oliveira (@anamdo) em

Em 2012, a música kapla foi considerada Patrimônio Imaterial da Humanidade. Uau, e a gente ouviu isso! Música é bom, né gente? Mas... nem sempre.  Tivemos também uma experiência musical desagradável durante a viagem. Foi em Biograd. Estávamos ali, tranquilas num final de tarde na nossa pequena varanda, olhando o azul do Adriático quando notamos...


... sim, um grupo musical preparando sua apresentação bem embaixo da nossa janela!
E tivemos um show musical daqueles bem prosaicos, feitos pra hóspede de hotel dançar numa noite de sexta-feira. Fuén!
Por sorte, a música acabou cedo e pudemos ter uma boa noite de sono.
A ilha de Hvar é famosa -- entre outras coisas -- pelas baladas, barzinhos, luau na praia, enfim: agito. E a fama não é indevida, não.
Enquanto os jovens se preparavam para aproveitar a animação, depois de um dia de passeios pelas ruas e escadas da ilha, nós, velhinhas, nos deliciamos com mais um concerto de órgão e flauta, na Katedrala da cidade. Vidar Hansen, organista norueguês e a flautista eslovena Hanan Hadžajlić nos deleitaram com peças de Mendelssohn, Bach e outros.
E como a música nos perseguia onde quer que estivéssemos, andando por Dubrovnik, encontramos duas manifestações dela pelas ruas e praças.

 Ivana Kujundžić
Foto: Ana Oliveira
Olha ela no Youtube:

                       

E mais uma simpática dupla na praça principal:


3. Itália

Pra terminar nossa viagem musical, tivemos um encontro com Domenico Modugno em Polignano a Mare.
Tá, gente, Domenico foi-se em 1994, mas vive ainda ali, naquela praça à beira mar com seu Volaaaaaare!!!!!!


É isso, como já dizia Nietzsche: "Sem música a vida não faria sentido." Nem as viagens...

segunda-feira, julho 13, 2015

La vie en rose


Deixar Fiumicino e aterrissar no Charles de Gaulle é algo assim como trocar a ruidosa rua 25 de março pela elegante Oscar Freire. Pelo menos, foi assim que nos sentimos naquela manhã, quase tarde, de segunda-feira.
Malas no guarda-volumes, lanchinho no Paul, pés no RER e na linha laranjinha do metrô e, voilà: Auberge Flora, em pleno 11º arrondissement de Paris.
Nosso quarto, de planta irregular, era bem aconchegante, apesar de pequeno. Novidade! Algum simples mortal já ficou num quarto enoooorme por lá?
O bom do hotel é que fica perto de várias estações do metrô e paradas de ônibus e a distâncias caminháveis para a Bastilha, a Place des Vosges, o Marais.

Aligot, no Ambassade d'Auvergne
Foto: Ana Oliveira

Tínhamos saído de casa com vários compromissos firmados para a estada em Paris. O calor deu uma trégua. Cumprimos todo o roteiro e ainda fizemos umas coisinhas mais.
Destrinchamos o Marais e redondezas, com direito a aligot e falafel.
Navegamos entre a Bastilha e o Parc de la Villette.
Nos deleitamos com Bonnard no D'Orsay e Velázquez no Grand Palais.
Fomos, enfim, conhecer os jardins de Monet, em Giverny.
Comemos crepe na feira da Richard Lenoir, a "nossa" rua, com a Mari Campos e a Martinha Andersen.
Visitamos a Maison Européenne de la Photographie (merci pour la suggestion, Gabi!).
E andamos, andamos, andamos. Ufa!

Ninféias

Foi assim que chegamos cansadas ao último hotel que nos esperava em Paris. Ops, esperava nada! Reservamos um quarto no Ibis Paris CDG Airport, bem no Terminal 3 do Charles de Gaulle, mas a reserva foi cancelada, ninguém sabe por quê. E o que seria um momento de relaxamento e descanso antes do embarque se transformou em stress. Brigamos muito, mas acabamos tendo tempo pra um banho e um tiquinho de repouso.
Foi bom, porque aquela "elegante Oscar Freire" estava mais pra "25 de Março", naquela noite. Terminal 2E abarrotado de viajantes do mundo inteiro. Inúmeros voos, para diferentes destinos, partiriam no mesmo horário. Filas imensas pra identificação e despacho de bagagens.
Vencemos!
Chegamos ao portão de embarque com tempo apenas para um xixi e já subimos a bordo para nossas poltronas na primeira fila: estreitas mas com bastante espaço pra esticar as pernas.
Onze horas depois, São Paulo.
E acabou-se o que era doce.