Então... quem já frequenta esse blog há algum tempo já sabe que eu sou super-fã de
Maria Bethânia, que sempre vejo seus shows e que já fiz várias viagens pra vê-la cantando pelo Brasil afora e até fora do Brasil
É público também que já enfrentei filas para chegar até seu camarim, pra dar um beijinho, uma palavrinha e tirar uma foto ao seu lado...
Mas, sempre que o show é aqui em São Paulo, Bethânia canta naquelas grandes casas de show. Aquelas em que, além do show, rolam também bebidinhas, comidinhas, garçons passando pra lá e pra cá. Uma festa... pra quem não está interessado em curtir a arte da diva.
De minha parte, rezo todos os dias para que Bethânia tenha um de seus famosos rompantes e decrete aos seus assessores que só cantará em teatro com palco e poltronas convencionais, onde o público vá apenas para ouvi-la, aquilo que Ana chama de auditórios em seu post. Será?
Pra completar, essas grandes casas têm lá seus patrocínios e interesses comerciais, que entram em jogo desde o momento em que os ingressos são postos à venda e os clientes de um determinado cartão de crédito ou de um ou outro banco, que nunca são os meus, têm prioridade - e descontos - para a compra. Indecente, pra dizer o mínimo.
E mais, os ingressos são vendidos por sites do tipo Ingresso Rápido, Tickets for Fun e outros, que cobram taxas exageradas por cada ingresso vendido.
Pra se livrar das taxas, só mesmo indo à bilheteria da casa e enfrentando distância, filas e mau humor dos vendedores.
Agora mesmo, Bethânia vai apresentar seu novo trabalho, "Carta de Amor", no HSBC Brasil. Os shows serão no final de março e os ingressos começaram a ser vendidos no dia 21 de dezembro, mas só pros clientes do HSBC. Eu, você e todos os outros fãs que não somos clientes desse banco, só poderíamos tentar comprar os ingressos a partir do dia 27 de dezembro. E adivinha! Nesse dia, só tinha disponibilidade para lugares "menos nobres", digamos assim.
Dá uma olhada:
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| Primeiro show |
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Segundo show Os lugares em verde foram os que restaram para a compra no dia 27/12.
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Na verdade, eu nem liguei, porque antes mesmo do início das vendas já tinha decidido, junto com Ana, que não iríamos ao show. Não queremos mais compactuar com esse tipo de coisa... Não vamos, pronto!
Bethânia vai ter que cantar sem a nossa presença.
Um dia ela lança o show em DVD e a gente vê, quietinhas, aqui em casa.
Bem, eu gosto muito de Bethânia, mas meu ídolo, mesmo, é Chico César! Quem não sabe? Já vi mais de 150 shows dele e quero ver muitos mais.
E Chico, que agora é Secretário da Cultura em João Pessoa, anda sumido dos palcos paulistanos. Daí, quando ele aparece a gente corre pra ver.
E não é que nesse janeiro ele fez dois shows no
Tom Jazz...
Tá, o Tom Jazz não é nenhum Credicard Hall, mas funciona da mesma forma: melhores lugares reservados para clientes de um determinado cartão de crédito, ingressos vendidos pelo Ingresso Rápido com taxa, bilheteria da casa aberta em poucos horários e, pra ajudar, a casa esteve fechada para reforma por um bom período antes do show. Fui lá e dei com o nariz na porta!
Lá dentro, tudo igual: mesas amontoadas, gente passando pra lá e pra cá o tempo todo e garçonetes levando e trazendo bebida, comida e conta nos melhores momentos do show.
Fomos aos shows da sexta-feira e do sábado. A casa estava cheia nos dois dias. Em algum momento do sábado, Ana notou isso e comentou sua apreensão: "Já pensou se pega fogo em algo aqui dentro? Por onde vai sair toda essa gente?" Nem me preocupei muito com o comentário. Exatamente uma semana depois, testemunhamos o horror da boate Kiss!
No Tom Jazz só vimos uma porta e uma funcionária para liberar o cartão de saída, depois de conferir as malfadadas comandas...
Voltando aos shows. Fizemos
fotos e mais
fotos evitando corpos e copos na frente dos artistas. Difícil, mas conseguimos. Clique nos links aí em cima e você verá as fotos de Ana.
No primeiro show fiquei encantada com a interpretação de Chico e Dani Black para a música "Dança". Fiquei de gravar no dia seguinte. E gravei!
Taí o clipe, com gente passando o tempo todo diante da minha lente. Quem tiver paciência e/ou curiosidade de ver e ouvir, notará que lá pela marca de 5 minutos e 30 segundos ouve-se também a conversa da garçonete com os clientes da mesa ao lado, perguntando se eles pagarão a conta com cartão de crédito. Uma delicinha!
Só mesmo pra ver o Chico! E olhe lá!